Como ser doador de órgãos? Cadastro, Carteira

Existem diversas campanhas ao redor do planeta para incentivar as pessoas a se tornarem doadoras de órgãos. Este é um procedimento que já, comprovadamente, foi considerado como uma das formas mais eficientes para salvar vidas de pessoas que acabam tendo algum problema mais sério em alguma parte do seu corpo.

Mas o grande problema reside justamente na família das pessoas quando elas morrem. Afinal de contas, este geralmente acaba se tornando um momento muito sensível em todas as pessoas envolvidas, e muitos simplesmente negam na hora de encaminhar o corpo dos seus entes queridos para a doação dos seus órgãos.

Como ser doador de órgãos

De acordo com a legislação brasileira, é da família a responsabilidade de decidir se o falecido será ou não submetido a uma série de testes que identificam se eles podem ser doadores de órgãos. Por isso, é de fundamental importância que as pessoas deixem claro para os seus parentes mais próximos que é favorável a doação de órgãos

Existem uma série de questões que precisam ser avaliadas na hora de determinar se um corpo realmente pode ter os seus órgãos removidos para posterior transplante. Estas condições são médicas, e precisam ser verificadas pela entidade médica responsável pelo recebimento dos órgãos.

Regras para ser doador de órgãos

De acordo com as regras do Ministério da Saúde, só podem doar órgãos as pessoas que entram em óbito e que apresentam as seguintes condições:

– Ter identificação e registro hospitalar.

– Ter a causa do coma estabelecida e conhecida.

– Não apresentar hipotermia (temperatura do corpo inferior a 35ºC), hipotensão arterial ou estar sob efeitos de drogas depressoras do Sistema Nervoso Central.

– Passar por dois exames neurológicos que avaliem o estado do tronco cerebral. Esses exames devem ser realizados por dois médicos não participantes das equipes de captação e de transplante.

– Ser submetido a exame complementar que comprove a morte encefálica, caracterizada pela ausência de fluxo sanguíneo em quantidade necessária no cérebro, além de inatividade elétrica e metabólica cerebral.

– Estar comprovada a morte encefálica. Nessa situação o cérebro está morto, tornando a parada cardíaca inevitável. Apesar de ainda haver batimentos cardíacos, que vão durar apenas por algumas horas, o paciente não pode mais respirar sem os aparelhos.

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